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Brasil e Paraguai negociam acordo automotivo

10/09/2019

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Ernesto Araújo (d) e Antonio Palacios fizeram o anúncio em Brasília
/DAMMER MARTINS/MRE/DIVULGAÇÃO/JC
O Brasil e o Paraguai anunciaram nesta segunda-feira), em Brasília, o início das negociações de um acordo bilateral automotivo. A informação foi dada pelo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, após reunião com o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas Palacios, que chegou ao Brasil acompanhado de uma delegação de funcionários do governo do país vizinho.
Para Ernesto Araújo, os dois países “vivem momento de grande convergência de políticas e de visão do mundo”. “Estamos em momento ideal para colocar em prática uma política estratégica para Brasil e Paraguai”, afirmou o chanceler paraguaio.
Os ministros ressaltaram que um dos marcos do bom relacionamento entre os dois países é a construção de três pontes entre Brasil e Paraguai. As obras, de acordo com Ernesto Araújo, vão “aumentar dramaticamente a conectividade a competitividade das regiões beneficiadas” pelos projetos.
Para Antonio Palacios, a construção das pontes é importante porque significa que os dois países saíram do discurso para a prática. Ele citou especificamente o caso da ponte a ser construída pelo lado paraguaio da Itaipu Binacional. Essa ponte, a ser construída entre o município sul-mato-grossense de Porto Murtinho e a cidade paraguaia de Carmelo Peralta, vai servir de base para o corredor rodoviário bioceânico que irá unir o litoral brasileiro à costa chilena. A via passará pelo Centro-Oeste do Brasil e posteriormente pelo Chaco paraguaio; daí, o corredor segue pelo noroeste argentino antes de chegar ao Chile.
Na sexta-feira passada, o governo brasileiro selou novo acordo de comércio de automóveis com a Argentina, que adia o livre comércio entre os dois países para 2029, nove anos após a previsão inicial. O setor automotivo representa quase 50% do comércio entre os dois países. As regras atuais preveem um multiplicador, conhecido no mercado como flex, de 1,5 nas trocas comerciais: para cada US$ 1 que o Brasil importa da Argentina, pode exportar US$ 1,50.

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